Operação do MP apura fraude em repasses da saúde que envolvem prefeituras do norte e noroeste do Rio Grande do Sul

Segundo o Ministério Público, uma empresa que prestava assessoria a várias cidades teria falsificado documentos e simulado o cumprimento de exigências técnicas para garantir contratos e viabilizar recebimento das verbas

Um empresário foi preso preventivamente em Erechim, no norte do Estado, no âmbito da Operação Descuidado II do MPRS, que investiga fraude em repasses de recursos públicos destinados à área da saúde pelo programa estadual Rede Bem Cuidar. O nome do investigado não foi divulgado. A ação ocorreu na terça-feira (10). 

Além disso, agentes do Ministério Público cumpriram outros três mandados de busca e apreensão: dois também em Erechim e um em Erval Grande. Outros dois empresários são investigados. Foram apreendidos celulares e documentos. Entre os municípios da região envolvidos, estão Ronda Alta, Marcelino Ramos, Vitória das Missões, Faxinalzinho, Balneário Pinhal, Três Palmeiras e Eugênio de Castro. 

Segundo o Ministério Público, uma empresa que prestava assessoria a a prefeituras teria falsificado documentos e simulado o cumprimento de exigências técnicas para garantir contratos e viabilizar recebimento das verbas destinadas à saúde. 

Como funcionava o esquema

De acordo com o Ministério Público, que lidera a operação, a empresa apresentava relatórios e comprovações para mostrar que havia executado serviços exigidos pelo programa. Parte desse material, porém, era, falso ou simulado, segundo o MP.

Mesmo após decisão judicial proibindo a contratação com o poder público, o grupo teria seguido atuando por meio de terceiros e empresas de fachada para manter os vínculos com as prefeituras.

Outras cidades

Além dos municípios do norte e noroeste, também aparecem na investigação Balneário Pinhal, Nova Esperança do Sul, Morro Reuter e Bom Princípio.

Conforme o MP, as prefeituras não são investigadas neste momento. O foco está na empresa e nos empresários suspeitos. 

A Descuidado II é um desdobramento da primeira fase da operação, realizada em junho de 2025, que já havia identificado indícios de irregularidades semelhantes em outros municípios gaúchos.

Fonte: GZH Passo Pundo

Foto: MPRS / Divulgação

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