Morre terceiro ciclista atropelado na RS-115, em Três Coroas

Isac Emanuel Ribeiro da Silva, 35 anos, estava internado desde sábado, dia do acidente; duas mulheres perderam a vida no local

O terceiro ciclista atropelado na RS-115, em Três Coroas, na manhã de sábado (21) morreu após três dias internadoIsac Emanuel Ribeiro da Silva, 35 anos, estava em tratamento intensivo no Hospital Nossa Senhora das Graças, em Canoas, mas não resistiu.

A esposa de Isac, Clarissa Felipetti38 anos, também foi atropelada e morreu no local. O casal deixa dois filhos. A outra vítima é Fernanda Mikaella da Silva Barros, 34. Os três planejavam um passeio de cerca de cem quilômetros pela região.

A imobiliária Subli Imóveis, da qual Isac era sócio, fez uma publicação na qual comunicou e lamentou a morte. "Isac foi um homem íntegro e generoso, pai exemplar, esposo dedicado e amigo leal", diz.

Associação Igrejinhense de Ciclismo também usou as redes sociais para lamentar a morte de Isac. Segundo  a Assicibike, a bicicleta "não era apenas um meio de transporte para Isac — era sua paixão, seu refúgio, sua alegria". 

Motorista preso

O motorista do carro que atingiu os três ciclistas fugiu do local sem prestar socorro. Ele foi identificado como José Carlos Almeida Bessa, 42 anos.

A polícia chegou ao motorista porque a placa do veículo ficou em meio aos destroços do acidente. Ele foi preso em flagrante em casa, em Três Coroas, ainda no sábado. A prisão foi convertida em preventiva no domingo (22). 

Segundo a Polícia Civil, o teste do bafômetro indicou 0,70 miligrama de álcool por litro de ar expelido, o dobro do que caracteriza crime de trânsito. Ainda de acordo com os investigadores, o homem não era habilitado, embora o carro estivesse registrado no nome dele.

A polícia trata o caso como duplo homicídio doloso no trânsito, além da tentativa de homicídio. O entendimento é de que houve dolo eventual, no momento em que o condutor assumiu o risco de matar.

Contraponto

Após ser preso em flagrante, José Carlos Almeida Bessa optou por permanecer em silêncio. A advogada Camila Schmorantz, responsável pela defesa do preso durante audiência de custódia, enviou nota sobre o caso na segunda-feira (23). 

Confira a nota na íntegra:

"Em razão dos recentes acontecimentos e da ampla repercussão do caso envolvendo meu cliente, venho, na qualidade de sua advogada, esclarecer que a defesa está comprometida em assegurar que todos os fatos sejam apurados de forma justa, técnica e dentro dos limites da lei, na tentativa de afastar qualquer tipo de dolo.

Manifesto meu mais profundo respeito e solidariedade às famílias das vítimas Sissa e Fernanda neste momento de dor irreparável, reconhecendo a gravidade do ocorrido e, afirmo que estou em orações pela recuperação do Isac. Ressalto, contudo, que o processo judicial é o espaço legítimo para a análise das circunstâncias, das provas e das responsabilidades, garantindo-se o direito constitucional à ampla defesa e ao contraditório.

Reitero que qualquer julgamento precipitado, antes da conclusão das investigações, pode comprometer a busca pela verdade real e a aplicação correta da justiça, vez que meu cliente está de fato arrependido pelo que causou e afirma que jamais buscou por este resultado. A defesa seguirá colaborando com as autoridades competentes para o pleno esclarecimento dos fatos."

Fonte: ZERO HORA

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