Festa, frango e felicidade do México: como foi o jogo de abertura da Copa do Mundo
Anfitriões do Mundial estreiam com vitória sobre a África do Sul
Sejam bem-vindos à nova Copa do Mundo, a maior de todos os tempos. Pasmem, ela é muito parecida com a velha Copa do Mundo. Tem o colorido de todos os países. Hinos entoados a plenos pulmões. Sombreiros, Chapolins, mariachis e o goleiro Ochoa, em seu sexto Mundial.
A abertura da 23ª Copa do Mundo foi um museu de grandes novidades. Como o primeiro “jogo de volta” da história das aberturas. África do Sul e México abriram a edição de 2010. Depois de 16 anos, nesta quinta (11), México e África do Sul iniciaram o primeiro torneio com três sedes — além dos mexicanos, Estados Unidos e Canadá abrigam a competição. Desta vez com vitória mexicana por 2 a 0.
Batizado em homenagem à civilização que influencia o mundo há 700 anos, o Azteca tem histórias para contar em Copas. Viu Pelé em 1970. Maradona em 1986. Em 2026, por enquanto não apareceu ninguém inesquecível. Virou o primeiro estádio a receber três copas e três aberturas.
O apito final da Copa de 1986, a segunda no México, foi soprado pelo brasileiro Romualdo Arpi Filho. O primeiro trilar da edição número 3 foi de Wilton Pereira Sampaio — ninguém esquece dele.
Se comió el gol, como se diz no México. Um frango o primeiro gol da Copa. Logo aos 8 minutos. Erro na saída de bola sul-africana. Um exemplar dos tempos modernos. Nascido na Colômbia e naturalizado como conterrâneo do Chaves, Julián Quiñones aproveitou o erro e colocou a bola entre as pernas do goleiro Williams.
O “tá chegando a hora brasileiro” logo ecoou pelas arquibancadas históricas. Na versão mexicana, canta-se “Ai, ai, ai, ai cante e não chore”, eliminando qualquer possível pingo de arrogância.
Mas Raúl Jiménez não segurou as lágrimas aos 21 do segundo tempo. De cabeça, na risca da pequena área, cabeceou para fazer o 2 a 0. Retomando a animação da torcida.
Entre um gol e outro, os mexicanos não esconderam a inquietação com o futebol seco de ofensividade de seus jogadores, mesmo após Sithole ser expulso aos 4 da etapa final, após volta na meia lua sobre Gutiérrez.
Se Ochoa, sentado no banco a tarde toda, está em sua sexta Copa, Mora, aos 17, entrou no segundo tempo para a sua primeira. Promessa mundial, o garoto levou os 80 mil presentes ao delírio.
Antes do fim, Zwane foi o segundo sul-africano expulso. Ainda deu tempo do mexicano Montes ser expulso nos longos acréscimos da partida.
A Copa recém começou e está perto do fim. Restam 102 jogos.
Fonte: GZH Zero Hora
