Flávio Bolsonaro e Lula vão disputar Presidência em 2º turno
Senador liderava com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% do presidente, com 99,9% das urnas apuradas
Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vão disputar o segundo turno da eleição presidencial. A rodada final será em 25 de outubro. Com 99,99% das urnas apuradas neste domingo (4), o candidato do PL marcava 47,03% dos votos válidos (56.103.627) diante de 45,16% (53.875.105) do petista.
Augusto Cury (Avante) era terceiro, com 2,89% e Renan Santos (Missão) terminou era terceiro, com 2,24%, seguido por, Ronaldo Caiado (PSD), com 2,18%.
Flávio e Lula não se enfrentaram em nenhum debate ao longo do primeiro turno. Na última semana de campanha, os dois intensificaram os atos de rua e buscaram votos entre eleitores de adversários. A disputa ao cargo esquentou com uma notícia falsa sobre a retirada do título de padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida, enquanto a propaganda do petista explorou a investigação contra Flávio sobre o financiamento do Banco Master, de Daniel Vorcaro, a um filme sobre Jair Bolsonaro.
Aos 80 anos, Lula tenta um quarto mandato, novamente com Geraldo Alckmin (PSB) como vice. Ex-metalúrgico, governou o país entre 2003 e 2010 e voltou ao Planalto em 2023, depois de derrotar Jair Bolsonaro por menos de dois pontos percentuais. Na campanha, o atual presidente enfrentou polêmicas envolvendo o filho, Fábio Luís, o Lulinha, alvo de suspeitas exploradas na propaganda adversária. Os rivais também o acusaram de usar a máquina pública para anunciar medidas de impacto eleitoral às vésperas da votação, como o reajuste do Bolsa Família e a proibição das bets.
Flávio, 45 anos, é senador pelo Rio de Janeiro desde 2019 e foi deputado estadual antes disso. O pai o indicou como candidato em dezembro de 2025, já preso e condenado por tentativa de golpe de Estado. O deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) ocupa a vaga de vice. O PL disputou o primeiro turno sem alianças, e a estratégia da campanha foi apresentar o senador como uma versão “mais moderada” do pai.
Os dois candidatos chegam à rodada final como os mais rejeitados da disputa. Pesquisa Datafolha divulgada em 24 de setembro mostrou que 45% dos eleitores não votariam em Flávio de jeito nenhum, mesmo índice registrado por Lula. O eleito toma posse em 5 de janeiro de 2027, primeira aplicação da data fixada pela Emenda Constitucional 111.
Fonte: Correio do Povo
