Cotrisal realiza Dia de Campo da Canola em Sarandi e reforça cultura que mais cresce no estado
A Cotrisal, em parceria com a Emater/RS-Ascar, promoveu no dia 9 de setembro o Dia de Campo da Cultura da Canola, na propriedade da família Fink, na localidade do Beira Campo, Sarandi.
A Cotrisal, em parceria com a Emater/RS-Ascar, promoveu no dia 9 de setembro o Dia de Campo da Cultura da Canola, na propriedade da família Fink, na localidade do Beira Campo, Sarandi. O evento reuniu produtores associados, técnicos da cooperativa, extensionistas rurais e pesquisadores para apresentar híbridos, estratégias de manejo e as perspectivas de mercado para uma cultura que vem ganhando espaço acelerado no Rio Grande do Sul.
Foram apresentados oito híbridos de canola e quatro de mostarda, com estações dedicadas a diferentes etapas da produção: Híbridos da Mufarm Advanta, manejo (Cotrisal e CCGL) e colheita e classificação de grãos, esta última conduzida pela Emater/RS-Ascar.
Uma parceria de gerações
A área utilizada no experimento foi cedida pela família Fink, o espaço, de cerca de dois hectares, já é usado há anos para testes de manejo em parceria com a cooperativa.
O associado Lauro Fink destacou que a experiência é uma via de mão dupla: a propriedade aprende com o departamento técnico da Cotrisal e da Emater, e a cooperativa testa em campo real o que recomenda aos associados. "Dependemos do departamento técnico da Cotrisal como um paciente depende de um médico", resumiu, ao descrever a relevância do suporte técnico para quem está começando a plantar uma cultura nova.
Canola: crescimento recorde e nova fonte de renda no inverno
Segundo Nazaré Piran, engenheiro agrônomo e gerente técnico da Cotrisal, a canola é uma cultura ainda pouco conhecida pelos produtores da região, mas que já mostra potencial de expansão dentro da área de atuação da cooperativa. Piran destacou o trabalho conjunto com a Nufarm e a Advanta na comparação de híbridos, além da atuação da Emater na orientação sobre classificação de grãos, ponto que costuma gerar dúvidas entre quem já cultiva canola, especialmente quanto aos critérios de desconto por impureza e umidade.
A cooperativa confirmou que vai receber canola em três unidades neste ano: Ronda Alta, Nonoai e Palmeira das Missões. A expectativa da cooperativa é abrir novas unidades de recebimento à medida que a área plantada na região crescer.
Piran reforçou ainda a importância de diversificar o sistema de produção. Embora a soja continue sendo o principal cultivo, a redução de margens exige alternativas que agreguem receita e reduzam a dependência de uma ou duas culturas — um papel que a canola começa a cumprir no inverno, historicamente dominado pelo trigo.
Canola x trigo: complemento, não substituição
O extensionista rural e engenheiro agrônomo Luciano Schwerz explicou que a canola não chega para substituir o trigo, mas para ser uma opção adicional de renda no inverno. Um dos benefícios agronômicos apontados é o controle de azevém: lavouras com dificuldade de manejo dessa planta daninha se beneficiam do cultivo de canola, que deixa a área mais limpa para o trigo na safra seguinte, reduzindo custos de produção.
Schwerz alertou que o maior desafio da cultura está no plantio, devido ao tamanho reduzido da semente, mas destacou que já existem equipamentos capazes de garantir distribuição adequada e um estabelecimento inicial de lavoura satisfatório — considerado o primeiro passo para uma boa produtividade. Segundo ele, a canola foi a cultura que mais cresceu em área no Rio Grande do Sul, praticamente dobrando sua ocupação no estado.
Dados e potencial produtivo: a visão da pesquisa
Gabriel Hintz, pesquisador e cientista de dados agrícolas que integra a equipe da Rede Técnica Cooperativa (RTC) da CCGL, apresentou aos produtores uma análise sobre como encaixar a canola no sistema de produção gaúcho, comparando pontos fortes e fracos da cultura em relação ao trigo. Com experiência de pesquisa nos Estados Unidos e cerca de três a quatro anos de trabalho com dados de canola no Brasil, Hintz utiliza predições climáticas históricas para estimar potencial produtivo por safra, com o objetivo de reduzir a lacuna entre o potencial produtivo teórico da cultura e a produtividade efetivamente alcançada em campo.
Colheita: atenção ao ponto de maturação
Na estação conduzida pela Emater/RS-Ascar, o foco foi o momento da colheita, apontado como etapa crítica após todo o ciclo de desenvolvimento da lavoura. A orientação técnica reforçou a necessidade de atenção ao ponto de maturação dos grãos, de forma a minimizar umidade e impurezas, fatores que geram descontos no recebimento, assim como cuidados quanto à presença de grãos verdes.
O Dia de Campo da Canola teve realização da Cotrisal e da Emater/RS-Ascar, com apoio da Nuseed, Advanta, CCGL e RTC (Rede Técnica Cooperativa).
Data: 14/09/2026 - 10:02
Fonte: Assessoria de Comunicação Cotrisal
