Argentina não desiste, vira sobre a Inglaterra e vai decidir a Copa com a Espanha

Atual campeã sai atrás, mas Enzo Fernández e Lautaro Martínez marcam no fim os gols da vitória por 2 a 1. Será a terceira decisão em quatro edições seguidas do time liderado por Messi

A Argentina se recusa a sair desta Copa sem defender o título. Nesta quarta-feira, no Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta, o time se viu pela terceira vez eliminado, mas buscou forças para permanecer na brigar. A Scaloneta bateu a Inglaterra por 2 a 1, de virada. Depois de dar fim ao jejum de 36 anos no Catar, agora os argentinos tentarão o tetra igualando Itália e Alemanha.

No domingo, em Nova Jersey, o desafio será a Espanha. Lionel Scaloni poderá igualar o italiano Vittorio Pozzo, até hoje o único treinador bicampeão, com a Itália em 1934 e 1938. O xará Lionel Messi terá a chance de bater outra marca e fugurar, ao lado de Daniel Passarella, também com duas taças douradas no armário. Aos ingleses, resta a briga pelo terceiro lugar contra a França, no sábado.

As críticas do próprio técnico ao time inglês, mesmo depois da classificação diante da Noruega, não foram em vão. Tuchel promoveu três mudanças prevendo um embate mais físico. Do outro lado, de olho no fôlego após duas prorrogações seguidas, Scaloni fez parecido. Deixou Rodrigo De Paul no banco e saiu com Giuliano Simeone para marcar a saída de bola britânica.

Duas voltas no ponteiro dos segundos foram suficientes para o primeiro empurra-empurra. Ele indicou estar no gramado algo um pouco além de 'só uma partida de futebol', como conscientemente o treinador argentino tentou minimizar na véspera do confronto.

Até os 30 minutos, os goleiros Dibu Martínez e Pickford praticamente só foram acionados para bater tiros de meta. Em compensação, a essa altura foram 15 faltas cometidas, uma delas gerando a segunda confusão e o primeiro cartão quando Messi se livrou de três marcadores, mas foi atropelado por Anderson. Na falta seguinte, para apaziguar o ímpeto e igualar a balança, o juiz advertiu Martínez também com um amarelo.

Ninguém quis ceder espaço para o adversário. Quem conseguiu dominar a bola logo em seguida se viu em apuros. Todas as divididas foram firmes no clima tenso e nervoso no estádio. Por essa razão, os três minutos de acréscimo reproduziram os três da pausa da hidratação, deixando claro a pressa da arbitragem de ir para intervalo.

A Inglaterra voltou melhor do vestiário e abriu o placar com um herói improvável. Tagliafico não cortou lançamento de Kane e a bola chegou até Declan Rice. Ele serviu Morgan Rogers que encontrou Gordon nas costas da zaga para empurrar para o gol e vencer Dibu, 1 a 0. Assim, como aconteceu contra Cabo Verde, Egito e Suíça, a Argentina precisaria se superar.

A primeira providência foi a saída do volante Paredes, que atuou quase como zagueiro, para a entrada de Nico González. No primeiro lance o atacante quase empatou. Um cabeceio forte parou na defesaça de Pickford. Na sequência, Scaloni fez uma cirurgia na equipe e mandou a campo Montiel, De Paul e Otamendi. Curiosamente o centroavante reserva Lautaro Martínez só entraria aos 35 minutos finais.

Na base da pressão e do chuveirinho para a área, Mac Allister parou no travessão e no goleiro inglês. Até que não teve jeito. Messi achou Enzo Fernandéz em um raro espaço na meia-lua. O volante teve tempo para dominar e chutar colocado empatando o jogo, 1 a 1. Aos 47, Lautaro fez o estádio explodir definitivamente. Messi cruzou e o artilheiro testou para as redes. Mais uma virada da Argentina que não desiste de brigar pelo tetra. A Argentina chega à sua terceira final de Copa nas últimas quatro edições.

Fonte: Correio do Povo

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